Projetos que apoiamos

 

O nome Reciclázaro forma-se da conjunção do verbo reciclar com o substantivo Lázaro. Reciclar vidro, plástico, papelão, mas fundamentalmente, reciclar o ser humano.

Os programas que a Reciclázaro cria não são de permanência, são de passagem. Não de uma noite ou de duas, mas, de passagem para outro estágio, o da autonomia. Nesse sentido, todos os programas que são implementados contêm um forte componente de reinserção social que farão com que a pessoa adquira as condições necessárias para voltar a participar da vida em sociedade, já não sob a proteção da instituição, porém preparada para assumir tal desafio.

Durante a permanência das pessoas nos programas, elabora-se coletivamente, o projeto de vida de cada uma e a partir desse planejamento, trabalha-se em conjunto para que efetivamente possam concretizá-lo.

Algumas das opções que contribuem fazendo a ponte entre os programas e a vida fora deles, são: a integração no sistema educativo, a inclusão no mercado de trabalho formal, a criação de alternativas de geração de emprego e renda adaptáveis á sua realidade, a orientação para o acesso à previdência social, o cuidado de sua saúde física, psíquica e emocional, e o apoio na retomada dos vínculos familiares e comunitários.

Casa de Marta e Maria: O espaço oferece acolhimento para 82 mulheres com ou sem filhos, em situação de vulnerabilidade social, vindas das mais variadas situações de violência vivenciadas nas famílias e nas ruas, com histórico de abandono e maus tratos. As mulheres que tem filhos permanecem ao lado das crianças, minimizando o sofrimento das famílias que estão acolhidas.

Casa de Simeão: A Casa de Simeão é a casa de cento e oitenta homens com mais de sessenta anos. A metodologia de trabalho baseia-se no reconhecimento do idoso em seu ser integral, possuidor de sabedoria e experiências, que em um processo de educação permanente e realinhamento de suas visões e expectativas para construir novos caminhos. Trabalha-se no combate ao isolamento, sobre a base da escuta e a negociação, alimentado o desejo do idoso de continuar a desenvolver o seu potencial humano e intelectual.

Casa Guadalupe: Fundada no ano de 1998, no bairro da Lapa, é um espaço de acolhida e tratamento com capacidade para doze mulheres de baixa renda portadoras do vírus do HIV, que se encontram em um estágio avançado da doença no qual precisam de cuidados especiais com a sua saúde.

Casa São Lázaro: A Casa São Lázaro é uma abrigo para 100 homens e conta com um Núcleo Produtivo, que promove oficinas de capacitação e geração de renda com capacidade para 60 pessoas visando o aperfeiçoamento de habilidades técnicas além de promover espaços de trabalho cooperativo e associativo, melhorando as relações entre os conviventes.

CEFOPEA: O CEFOPEA é um Centro de Formação Profissional, Educação Ambiental e Geração de Renda para jovens, adultos e idosos em situação de vulnerabilidade social e comunidade local.

Centro Produtivo Gasômetro: Excluídos do sistema formal de emprego, porém capazes e competentes, muitos homens e mulheres têm se capacitado no Gasômetro. São artistas que convertem o lixo em arte com a mesma coragem com a que deixaram a vida de rua, para viver a vida de artesão. Para muitos também é um espaço terapêutico no qual dividem suas histórias, e redesenham seus caminhos.

República para Idosos Tatuapé: A República Tatuapé é uma casa para um grupo de 10 pessoas. Trata-se de uma alternativa de moradia autônoma com segurança para idosos do sexo masculino. É um projeto diretamente vinculado à Casa de Simeão, pois os moradores que a integram residiram naquele abrigo apresentando vontade de morar um espaço menor, porém não sozinhos.

 

 

 

Mulheres que passaram por situação de vulnerabilidade social e refizeram seus projetos de vida durante a acolhida pela Casa Marta e Maria, da ONG Reciclázaro, são agora as empreendedoras de uma ideia que chega com gosto de pão quentinho ao bairro do Belém, região leste da cidade.

A geração de renda vem da produção de pães, salgados e confeitos (nos moldes de uma padaria), e surgiu de uma atividade formativa no campo do empreendedorismo liderado pelo programa de Tratamento com Base Comunitária (programa estruturado na comunidade para diagnosticar problemas locais e alcançar soluções por meio da participação ativa da comunidade).

A Padaria “Pão de Moça” abastece de pães as unidades da Reciclázaro, mas também aceita encomendas do público, pessoas físicas e jurídicas que certamente vão se encantar com o sabor irresistível do Pão de Moça.

 

 

Cuidar da criança em seus primeiros anos de vida é condição essencial para que ela se desenvolva de forma saudável e explore todos os potenciais nela existentes. Pensando nisso, um grupo de empresários fundou a MARCO – Múltipla Ação Regional Comunitária, entidade instituída como Sociedade Civil, de caráter filantrópico, sem fins lucrativos, apolítica e laica com sede e foro na cidade de São Paulo.

Desde sua fundação, em 1981, a MARCO mantém o NIB – Núcleo Infantil do Butantã (saiba mais em Nossos Projetos), onde crianças de baixa renda, em risco social, são atendidas em período integral.

Sempre preocupada com o bem-estar das crianças, a MARCO foi ampliando seu atendimento. Em 2002, abriu o Acompanhamento Escolar (leia em Nossos Projetos), passando a atender crianças e adolescentes que frequentam o ensino fundamental. Além de expandir seus projetos, a MARCO ampliou o espaço físico, com salas de aula, sala de dança, sala de artes, biblioteca, brinquedoteca, quadra e sala de computação.

 

 

ALFABETO LIVRE –

CAMINHOS PARA A EXPRESSÃO

Centrada no fortalecimento das redes comunitárias em torno do jovem em conflito com a lei, a iniciativa da Reciclázaro coloca a educação como fio condutor do restabelecimento de vínculos entre os jovens em semiliberdade e a sociedade e seus processos de aprendizagem e ensino.

O projeto Alfabeto Livre volta-se para a alfabetização do jovem em seu momento histórico, biológico, em sua realidade de vida respeitando signos e linguagens da cultura que ele expressa e da qual é portador de saberes. A alfabetização atenderá, prioritariamente, a jovens de 14 a 19 anos de idade, vinculados a unidades de semiliberdade da Fundação Casa, na zona leste de São Paulo, ao lado de jovens de igual faixa etária provenientes da Comunidade Nelson Cruz e da área onde predominam cortiços e habitações precárias no entorno do Belém.

O processo de alfabetização se orientará pelos eixos curriculares do Ensino Fundamental I, com atenção especial para o desenvolvimento de competências e habilidades de leitura e escrita e interpretação de textos.

O jovem que se alfabetiza neste projeto participará de atividades extra-curriculares e para isso escolherá, ao longo da formação, entre um elenco de oficinas, rodas de conversa e vivências dispostas pelos três pilares expostos acima.